Total de visualizações de página

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A construção e o meio ambiente

 A construção e o meio ambiente


Meio ambiente: um grande problema
Pesquisa internacional realizada pela Civil Engineering Research Foundation (CERF), entidade ligada ao American Society of Civil Engineers (ASCE) dos Estados Unidos, revelou que a questão ambiental é uma das maiores preocupações dos líderes do setor (Figura 1), logo atrás de informática.
A razão desta preocupação decorre de alguns fatores objetivos.


O maior consumidor de recursos naturais.


A construção civil é responsável por entre 15 e 50 % do consumo dos recursos naturais extraidos. Em países como o Reino Unido o consumo de materiais de construção civil é de aproximadamente 6 toneladas/ano.habitante.


O maior consumidor de recursos naturais:

O consumo de agregados naturais varia entre 1 e 8 toneladas/habitante.ano. No Brasil o consumo de agregados naturais somente na produção de concreto e argamassas é de 220 milhões de toneladas. Em volta das grandes cidades areia e agregados naturais começam a ficar escassos, inclusive graças ao crescente controle ambiental da extração das matérias primas. Em São Paulo a areia natural, em sua grande maioria viaja distâncias superiores a 100 km, elevando o custo para valores em torno de R$25/m3.


 A construção civil consome cerca de 2/3 da madeira natural extraída e a maioria das florestas não são manejadas adequadamente.


Matérias primas escassas


Algumas matérias primas tradicionais da construção civil tem reservas mapeadas escassas. O cobre e o zinco, por exemplo, tem reservas suficientes apenas para 60 anos. Embora estes valores possam sempre ser questionados, certamente exercem influência no preço dos produtos, dificultando o uso.

Geração de poluição do ar


Além de extrair recursos naturais, a produção de materiais de construção também gera poluição: poeira, CO2. O processo produtivo do cimento necessariamente gera CO2 gás importante no efeito estufa. Para cada tonelada de clinquer produzido mais de 600 kg de CO2 são gerados. As medidas de produção ambiental de outras indústrias e o crescimento da produção mundial do cimento faz com que a participação do cimento no CO2 total gerado tenha mais que dobrado no período 30 anos (1950 e 1980). Outros materiais usados em grande escala tem problemas similares.


Construção: o maior gerador de resíduos

Finalmente a construção civil é certamente o maior gerador de resíduos de toda a sociedade. O volume de entulho de construção e demolição gerado é até duas vezes maior que o volume de lixo sólido urbano. Em São Paulo o volume de entulho gerado é de 2500 caminhões por dia. A Finlândia o volume de entulho é o dobro do lixo sólido urbano. Os valores internacionais ocilam entre 0,7 a 1 ton/habitante.ano.
Em cidades brasileiras a maioria destes resíduos são depositados clandestinamente. Estes aterros clandestinos tem obstruído córregos e drenagens, colaborando em enchentes, favorecido a proliferação de mosquitos e outros vetores, etc. levando boa parte das prefeituras gastar grande quantidade de recursos públicos na sua retirada.


Vantagens ambientais da reciclagem


Nem todas as atividades de reciclagem podem ter um balanço ambiental satisfatório. Este balanço vai depender de inúmeros fatores, desde especificidades tecnológicas, distâncias de transporte, etc. No entanto, na maioria dos casos

Reciclagem pode reduzir a poluição

A reciclagem de resíduos pode reduzir a poluição. A utilização de escória de alto forno e cinzas volantes pela indústria cimenteira brasileira reduz acentuadamente o volume de CO2 liberado na atmosfera. A reciclagem de sucata de aço reduz em cerca de 90 % a geração de resíduos minerais.


Reciclagem pode reduzir o consumo de recursos naturais


A utilização de resíduos como matéria prima reduz a quantidade de recursos naturais retirados do meio ambiente. A reciclagem de uma tonelada de sucata de aço permite uma redução em 90% no consumo de materiais primas naturais.
O entulho de construção reciclado pode substituir em grande parte os agregados naturais empregados na produção de concreto, blocos e base de pavimentação.

Reciclagem pode reduzir o consumo de energia


Muitas vezes a reciclagem pode reduzir o consumo de energia na produção de materiais. A reciclagem de sucata de aço permite a produção de um novo aço consumindo apenas aproximadamente 70% da energia gasta para produção a partir de materiais primas naturais. Já a utilização de sucata de vidro como matéria prima para a produção de vidro reduz apenas em cerca de 5% o consumo de energia. A substituição do clínquer Portland em 50 % por escória de alto forno permite uma redução de cerca 40 % no consumo de energia. Muitas vezes a distância de transporte é crítica em uma avaliação de balanço energético.

Redução do volume de aterro sanitário

Os resíduos não reciclados são depositados em aterros sanitários. Estes aterros ocupam espaços cada vez mais valorizados, especialmente aqueles próximos aos grandes centros urbanos. Aterros sanitários concentram resíduos, muitos deles nocivos e significam risco de acidentes ambientais, mesmo que tomadas todas as medidas de técnicas de segurança.

Resíduo reciclado é produtivo e não ocupa espaço em aterros sanitários. Resíduos nocivos podem ser "encapsulados" no processo de reciclagem.

Vantagens econômicas da reciclagem


A reciclagem pode auxiliar na produção de materiais de menor custo, colaborando na redução do custo das habitações, um dos mais caros e inacessíveis bens que produzimos e da infra-estrutura - rodovias, estradas de ferro, barragens, etc.

http://www.reciclagem.pcc.usp.br/a_construcao_e.htm


sexta-feira, 30 de março de 2012

Formação em Modelação de Sistemas de Abastecimento de Água

Formação em Modelação de Sistemas de Abastecimento de Água

30 Março, 2012
Reparação de válvula
A Associação para a Formação e o Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitectura (FUNDEC) organiza, no dia 11 de Maio em Lisboa, o curso Modelação Avançada de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água, que tem como objectivos, fornecer competências para a modelação avançada e análise de sistemas de abastecimento tanto a nível de planeamento e projecto de sistemas novos como a nível do diagnóstico de sistemas existentes com vista à melhoria do seu desempenho técnico e eficiência.

Engenharia Civil - Quais as Subdivisões de atuação

O que você pode fazer

Construção urbana

Projetar, construir e reformar prédios e grandes instalações, como estádios esportivos, shopping centers e aeroportos.

Estruturas e fundações

Projetar e edifi car fundações e estruturas de madeira, aço ou concreto, que dão apoio às construções, calculando o material necessário e as dimensões da obra.

Gerência de recursos prediais

Manter em ordem a infraestrutura de prédios e estabelecer padrões de qualidade, ocupação e uso do espaço.

Hidráulica e recursos hídricos

Projetar, gerenciar e executar obras de barragens, canais, reservatórios, sistemas de irrigação, drenagem ou obras costeiras.

Saneamento

Fazer o projeto e construir obras de saneamento básico, como redes de captação e distribuição de água e estações de tratamento de água e esgotos.

Transportes

Projetar e construir obras de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, viadutos, portos, metrôs e viadutos.

Cresce busca pela certificação verde de edifícios no Brasil

Notícias


São Paulo, 21/03/2012 - 11:26

Cresce busca pela certificação verde de edifícios no Brasil

Valorização na revenda estimula procura por selo LEED no País
Cenário MT

A procura pela certificação "verde" de edifícios quase dobrou no Brasil entre 2010 e 2011.  A expectativa é continuar crescendo em 2012. O cenário atual aponta para uma ocorrência rara, quando os interesses econômicos se unem aos ambientais.
Apesar de o custo da construção ser de 1% a 7% mais caro, em média, a valorização estimada na revenda é de 10% a 20%, além de o investimento proporcionar até 30% de redução no valor do condomínio e diminuição média de 9% no custo de operação durante toda a vida útil, de acordo o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), que orienta a respeito do selo LEED no país.
Dados da GBC apontam que o número de empreendimentos na fila para conseguir o certificado passou de 237 ao fim de 2010 para 434 em 2011. Até a terceira semana de fevereiro deste ano, já eram 475. A expectativa é fechar 2012 com aproximadamente 650.
 
Por conta do tempo necessário para realização das obras após o pedido da certificação, o número de prédios já certificados com o LEED estava em 43 até o final de fevereiro. “Os prédios demoram dois, três, quatro anos para ficarem prontos. Agora é que os empreendimentos estão começando a ficar prontos”, explica o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado. A expectativa é encerrar este ano com 75 selos.
 
No ranking mundial do número de empreendimentos registrados em busca da certificação, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás dos Estados Unidos (38.940), China (com 807) e Emirados Árabes Unidos (758).